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Por que nós, humanos, estamos nos destruindo?

Por que nós, humanos, estamos nos destruindo?

A história do ser humano é repleta de confrontos, lutas de poder, guerras, opressores e oprimidos. É difícil, senão impossível, encontrar qualquer período de tempo em que a humanidade tenha alcançado um certo grau de harmonia, de paz.

Seria então possível inferir que, talvez sejamos uma espécie intrinsecamente conflitiva, belicosa e agressiva. Ou, sendo um pouco mais otimista, que uma parte está e as demais não conseguiram ou não conseguiram ficar à margem.

Desde que temos informações, sempre houve povos tentando subjugar os outros em seu benefício, classes sociais exercendo domínio sobre a vontade dos outros e até raças escravizando os outros e os tratando da maneira mais degradante.

E assim como sempre houve agressores, também houve resistência. Às vezes pacífico e às vezes nem tanto. No entanto, sempre houve quem quisesse defender os seus entes queridos, o seu modo de vida, as suas crenças, os seus bens.

Hoje essa resistência tem muitos nomes, anticapitalistas, globalfóbicos, ambientalistas, humanistas, naturalistas e muitos, mas muitos outros. Enfim, seja qual for a denominação que nos defina, somos pessoas que pensam que não é esse o caminho, que o Homem é capaz de viver diferente. Que existe algo melhor.

Por incontáveis ​​anos, temos tentado resistir aos ataques da parte egoísta e agressiva de nossa sociedade. Enfrentando o ataque constante do sistema que você criou para seu benefício.

Sempre, ou quase sempre, jogando de acordo com suas regras. Cumprindo seus limites. Aceitar ou tentar rejeitar ou modificar suas propostas, seus convites, suas promessas. Como se fosse impossível sair de seu ventre, mesmo que não seja para ver o que está fora. Porque se uma coisa é certa é que há algo fora do sistema, que a vida é possível sem suas quimeras, sem seus espelhos coloridos.

Começar por nos informar, por sensibilizar, por aprender a ler nas entrelinhas a informação mastigada que nos oferecem, a pensar e a discernir as nossas próprias ideias, são passos importantes e necessários. Mas o mais importante é nos convencermos de que é possível, de que a mudança é possível, de que não é tarde, nem somos poucos, nem daquelas coisas que nos fazem acreditar.

Basta entrar num comboio que já está a circular e contribuir com o que pudermos para que não pare, para que continue a andar cada vez mais rápido, com maior determinação, com o caminho melhor definido. Todos nós podemos contribuir. Todos nós somos necessários. Tudo é possível.

Ricardo Natalichio
diretor

www.ecoportal.net


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