TÓPICOS

Petrolífera descarta uso de fracking no Uruguai devido ao alto custo operacional

Petrolífera descarta uso de fracking no Uruguai devido ao alto custo operacional

Ambientalistas estão atentos à incursão de petróleo da empresa Schuepbach, que vai explorar petróleo em diferentes áreas do noroeste do país.

Grupos ambientais, comoUruguai grátis, eles temiam que fosse usada a técnica de fraturamento hidráulico, que consiste em perfurar profundamente abaixo da superfície, depois dinamitar para criar fraturas nos leitos rochosos e, em seguida, injetar uma solução de água com até 600 aditivos químicos que liberam combustíveis fósseis, impossível para extrair com métodos tradicionais.

David Casey, presidente-executivo da Petrel, acionista majoritária da empresa, garantiu ao jornal El País que "o programa (de exploração) é totalmente convencional e não há requisitos ou planos para considerar o fraturamento hidráulico caro e desnecessário".

Segundo Casey, eles levaram em consideração as preocupações que aparecem “por falta de informação” e valorizaram “as oportunidades de esclarecimento” do seu trabalho.

Além disso, a empresa, embora tivesse planos para a realização de fracking, foi proibida nesta técnica, que está em vigor nos departamentos de Paysandú, Salto e Tacuarembó.

Exploração começa em 15 dias

A empresa já possui máquinas prontas para iniciar a perfuração nas áreas designadas. Segundo comunicado da Petrel, os poços são de baixo custo e o petróleo e o gás puderam ser encontrados ao mesmo tempo em três deles.

As perfurações serão feitas consecutivamente, uma após a outra e a primeira será próxima ao Cerro Padilla, a leste de Paysandú, a cerca de 60 quilômetros da cidade de Tambores, próximo à Rota 26.

Em Tacuarembó, o poço estará localizado no centro-sul do departamento, em Cuchilla de la Pampa, enquanto em Salto estará em Cerro de Chaga, a sudoeste, e em Cañada Fea, a nordeste da cidade.

Serão utilizados 3,7 quilos de material explosivo por poço e ambientalistas continuam alertando que os aquíferos Arapey, Buena Vista e Guarani, entre outros, seriam afetados.

No Relatório Ambiental Resumo menciona-se que foram realizadas 26 entrevistas com moradores das áreas próximas que teriam manifestado sua expectativa pela geração de empregos e oportunidades de negócios, mas que permanecem céticos quanto aos possíveis danos ambientais à área.

A empresa realizou atividades informativas nas escolas das localidades envolvidas, a cargo de dois geólogos da empresa. A maioria das áreas é puramente pecuária. “Eles deram uma palestra, apresentaram alguns slides e depois distribuíram material didático para os alunos”, resumiu Pereira. Salientou que as visitas não tiveram o aval do Ensino Básico, embora tenha esclarecido que “não haverá sanções para os professores”, afirmou Liliana Pereira, inspectora do Ensino Básico do Paysandú.

Schuepbach está no cadastro da ANCAP desde 2009, mas as explorações serão feitas às custas da empresa, e não da estatal.

LR21


Vídeo: PETRÓLEO - FONTE DE ENERGIAS - GEOGRAFIA (Setembro 2021).